Some rights reserved

My YouTube Channel

You need Flash player 8+ and JavaScript enabled to view this video.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

A taverna - Hafiz

Homem puro, não censures aquele que ama o vinho: os pecados alheios não serão levados à tua conta.

Cada um colherá o que houver semeado. Não me arrastes ao desespero por causa do meu passado: sabes quem, atrás do véu, será tido por bom ou mau?

Indulgente ou severo para consigo mesmo, cada um procura o Amor. Sinagoga ou mesquita – todo lugar pode ser o Altar do Amor.

Não sou eu o único expulso da casa santa. O próprio Adão, nosso pai, deixou fugir de suas mãos o Éden.

Deve ser doce o jardim do Paraíso; mas – cuidado! – não o confundas com a sombra macia do salgueiro ou a margem da estrada.

Confia pouco em tuas obras. Como podes ler de antemão o que a pena do Criador escreveu para ti?

No último dia, ó Hafiz, mesmo se ainda tiveres a taça na mão, poderás, da taverna, ser levado ao Paraíso.

De "Os gazéis de Hafiz" tradução de Aurelio Buarque de Hollanda
Share/Save/Bookmark

0 comentários: